segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Humatriz Teatro apresenta...


"A-MA-LA"


No sábado, dia 06/09/2008, a TRUPE.DE.RISCO foi conferir a 4ª Semana Interplanetária de Palhaços, em Belo Horizonte/MG. E nessa oportunidade, a palhaça Margarida (Adelvane Néia) fez uma participação especial no 'espetáculo de Rafael Protzner'.

Não seria o contrário?

Brincadeiras a parte, Protzner até cantou "La vie en Rose" com Margarida. A palhaça aprontou poucas e boas com o ator em seu espetáculo "A-MA-LA". E para comprovar esses momentos, Bella Marcatti, com uma câmera de celular, registrou fotos e vídeos das bobagens:



Humatriz Teatro
Campinas / SP

Sinopse
Margarida compartilha sua solidão e o desejo de encontrar alguém. Ela constrói com seus objetos um cotidiano simples e delicado. Para driblar a solidão e buscar sua felicidade, se satisfaz revelando seus devaneios. É uma mulher singela, romântica e atrapalhada declarando ao mundo sua força, seu otimismo e não tem medo da derrota.
A relação do clown com a platéia é o ponto central da peça. Margarida rompe os limites do palco/platéia, mantendo um contato estreito com o espectador, conversando com ele e envolvendo-o na ação teatral.

CURIOSIDADES

Adelvane iniciou-se na técnica de clown com Luís Otávio Burnier (Lume Teatro/Unicamp-SP) e tem trabalhado nessa técnica desde 1989. Ela participou do workshop "Treinamento Cotidiano do Ator", com Luís Otávio Burnier e Carlos Simioni em 1990 e 1991. Além disso, participou da "Assessoria Permanente na Técnica de Clown" de 1992 e 1996 e do espetáculo "Mixórdia em Marcha-Ré Menor" sob orientação de Ricardo Puccetti, espetáculo este que foi apresentado em várias cidades brasileiras. Seu "Retiro de Aprofundamento na Técnica de Clown" deu-se em 1996, no LUME, com Carlos Simioni e Ricardo Puccetti.

Com o clown Margarida, Adelvane atuou e dirigiu o espetáculo "Panis Et Circenses" no projeto "Teatro Vai A Escola" nas Escolas Municipais de ensino fundamental de Campinas em 1997, convidada pela ONG Girasonhos participou do espetáculo "Fotocênico Ri Bienal", XXIII Bienal Internacional de São Paulo e Participou do Work in process "Margarida Quer Amar", direção de César Almeida em 1994. Em novembro de 1997 estreou seu espetáculo-solo A-MA-LA, dirigido por Naomi Silman.

Em números, solo e em parceria com outros clowns, participou de eventos como "III Cabaré Circo Show" na Fundição Progresso, em maio de 2000 no Rio de Janeiro, direção de Alain Veilleux e em três edições do "Anjos do Picadeiro", encontro de clowns no Rio de Janeiro, São José do Rio Preto-SP e São Paulo-SP.

Desde 1998, Adelvane coordena e assessora o projeto "O Clown e Sua Poética" um Estudo do Processo Pré-Espressivo e Criativo na Técnica de Clown em Campinas-SP e Natal-RN, já tendo viajado com esse projeto em vários estados brasileiros.


sábado, 6 de setembro de 2008

4º Semana Interplanetaria de Palhacos

Senhores e Senhoras...
Respeitável Público!
Os espetáculos vão começar!
É a 4ª Semana Interplanetária de Palhaços!!!


Programação completa (Espetáculos, oficinas...)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Sobre a Trupe...

Riscos, traços e listras entre linhas...

A DUPLA.DE.RISCO, foi idealizada em 2007 depois de uma oficina de Clown no Teatro Universitário/UFMG. E em 2008, estreiamos oficialmente os trabalhos. A DUPLA é formada por Bella Marcatti (Palhaça Mirabella) e Rafael Protzner (Palhaço Alfinete).



Mas porque Dupla de Risco?

Qualquer arte prevê riscos, incertezas, conflitos. No teatro e, principalmente na arte do palhaço, existe um compromisso e nenhuma apresentação é igual à outra. Um mesmo gesto é ensaiado e repetido exaustivamente, mas repetimos para não repetir. Há uma troca inexplicável no encontro entre espetáculo e platéia, entre ator e seu interlocutor, criando uma atmosfera envolvente de alegria, vínculo e arrebatamento. É precisamente nesse encontro, rápido e sem volta: como um "salto mortal", que se instaura o RISCO, o que distingue o teatro de todas as outras linguagens artísticas. O aqui e o agora! O universo no qual a DUPLA faz parte, onde tudo é possível. Desde então, a DUPLA realiza apresentações teatrais/palhaço em espaços não convencionais, visando democratizar e difundir a arte para as diferentes classes sociais. Nesses espaços, que não foram estruturados para este tipo de atividade, uma outra relação ator-espectador se estabelece. Verifica-se que barreiras que impedem o acesso da população à arte, dentre outras, a dificuldade de deslocamento e a ausência de recursos financeiros, são quebradas, pois o lúdico vai até o público e não o caminho inverso.

O
trabalho da DUPLA é acreditar na magia e capacidade que o nariz vermelho (nosso código) possui de levar o riso em sua mais simples manifestação, de maneira respeitosa e sutil. A DUPLA ainda participa de encontros livres de palhaços e espaço para discussão da arte do clown/palhaço junto a outros grupos e artistas.

Resumindo, esse trabalho nada mais é do que a união de Alfinete e Mirabella para, exclusivamente, falar besteira, brincar de poder "ser" e ativar o estado da bobagem.

Portanto... sejamos bobos, sejamos clowns...

Ser clown, ser palhaço, significa mostrar as fraquezas pessoais (as pernas finas, a orelha grande, os braços pequenos) e enfatizá-las, amplia-las sem compromisso ou pré conceitos, usando roupas diferentes daquelas que usualmente ocultamos. O palhaço põe em desordem uma certa ordem e permite assim denunciar a ordem vigente. Ele erra e acerta onde não esperamos, pois para o palhaço não existe o erro, e sim um acontecimento. Ele Toma tudo ao pé-da-letra no sentido primário e imediato: quando a noite cai (bum!), ele a procura no chão e nós rimos de seu lado idiota, bobo e ingênuo.